Renovação do Alvará dos Bombeiros (AVCB) em Santa Catarina
O que o mercado chama de alvará dos bombeiros ou AVCB é, em Santa Catarina, o atestado de vistoria para funcionamento. Ele vale 1 ano e precisa ser renovado todo ano. A parte boa: a renovação é documental, feita por autodeclaração no sistema e-SCI, sem vistoria prévia no imóvel, exceto para atividades de risco V. A parte que quase ninguém conta: ao pedir a renovação, o responsável pelo imóvel assina que nada mudou na área, na ocupação, no leiaute e na carga de incêndio. Se mudou, o caminho não é renovar, e é aí que a Fortis entra.
Conteúdo atualizado em 28 de outubro de 2026, com base na Instrução Normativa nº 1 e na Instrução Normativa nº 4 do CBMSC. Responsável técnico: Gabriel M. Schultz, engenheiro, CREA-SC 232039-0.
Você está em qual dessas situações?
A renovação é simples quando a edificação continua igual à que foi aprovada. Os problemas aparecem quando alguma coisa mudou no meio do caminho.
Meu alvará vence e nada mudou no imóvel
É o caso mais simples: a renovação é documental e você mesmo pode fazer. Conferimos antes se a edificação ainda bate com o projeto aprovado, para você não assinar algo que não se sustenta.
Quero resolver isso →Fiz reforma ou mudei o leiaute
Quem reformou não pode declarar que nada mudou. Reforma que altera área, ocupação, leiaute ou os sistemas preventivos passa pelo processo de regularização, não pela renovação simples.
Quero resolver isso →Mudei a atividade da empresa
Atividade nova muda a ocupação e pode mudar a carga de incêndio e o próprio enquadramento de risco. O que estava dimensionado para o uso antigo pode não atender o novo.
Quero resolver isso →Ampliei a área construída
Área nova entra no cálculo dos sistemas preventivos. Ampliação costuma exigir atualização do PPCI ou do RPCI antes de qualquer renovação.
Quero resolver isso →Venceu faz tempo e nunca renovei
Se a edificação continua igual à aprovada, ainda dá para renovar. Se mudou, ou se nunca houve processo aprovado, o caminho é a regularização da edificação.
Quero resolver isso →Minha atividade é risco V
Risco V é a exceção da regra: mesmo na renovação, a vistoria continua sendo exigida. Envolve inflamáveis, explosivos, produtos tóxicos, radioativos e pirotécnicos, entre outros.
Quero resolver isso →O Que Você Assina ao Pedir a Renovação
A renovação do atestado de funcionamento é feita por autodeclaração, com a declaração e o termo de responsabilidade do Anexo G da Instrução Normativa nº 1, preenchidos direto no sistema e-SCI. Ao assinar, o responsável pelo imóvel declara que:
- O imóvel possui os sistemas e medidas de segurança contra incêndio e pânico necessários para a ocupação a que se destina
- Tem ciência de que é dele a responsabilidade de manter esses sistemas manutenidos e em condições de funcionamento
- Os sistemas estão instalados conforme as normas do Corpo de Bombeiros
- Não houve alteração de carga de incêndio, de ocupação, de área ou de leiaute capaz de comprometer o funcionamento dos sistemas preventivos ou exigir que sejam redimensionados
- Não será desenvolvida no local atividade classificada como risco V
O quarto item é o que trava a maioria dos casos. Ele não pergunta se a edificação está segura: pergunta se ela continua igual à que foi aprovada. Quem reformou, ampliou, mudou de atividade ou reorganizou o leiaute não consegue assinar essa frase com honestidade, e a Instrução Normativa nº 4 confirma que obras ou intervenções que alterem área, ocupação, sistemas preventivos ou leiaute têm que passar pelo processo de regularização.
Vale saber também que a autodeclaração não encerra o assunto. A veracidade das informações é verificada em vistoria a qualquer tempo, e o responsável fica sujeito às sanções cabíveis se houver irregularidade. O responsável pode outorgar poderes por procuração a um contador ou a um responsável técnico para emitir a declaração, mas a responsabilidade por manter o imóvel regular continua sendo dele.
Se nada mudou no imóvel, você provavelmente consegue renovar sozinho, e dizer isso é mais honesto do que vender um serviço que você não precisa. A Fortis é útil nos outros casos: quando alguma coisa mudou, quando o prazo venceu faz tempo, ou quando você quer que um engenheiro confira antes de assinar. Entenda também como o atestado é emitido pela primeira vez, veja o caminho completo até o alvará dos bombeiros no CBMSC, e, logo abaixo, os artigos da norma que sustentam cada ponto.
O Que Diz a Norma Sobre a Renovação
Em Santa Catarina o documento que vence todo ano se chama atestado de vistoria para funcionamento. Cada regra da renovação, com o artigo onde ela está:
| O que diz a norma | Onde está | Em resumo |
|---|---|---|
| Validade | IN 1 - P1, Art. 119 | 1 (um) ano, enquanto as condições do PPCI ou RPCI permanecerem inalteradas |
| Quem solicita | IN 1 - P1, Art. 114 | O responsável pelo imóvel, anualmente, para a área total da edificação |
| Obrigação anual | IN 4, Art. 5º, III | Solicitar a renovação ao CBMSC todo ano é dever do responsável pelo imóvel |
| Sem vistoria prévia | IN 1 - P1, Art. 115, § 4º | Renovação documental, exceto atividades de risco V |
| O que se exige | IN 1 - P1, Art. 115, §§ 4º e 6º | Taxa paga mais declaração e termo de responsabilidade do Anexo G, no e-SCI |
| Vale com autuação | IN 1 - P1, Art. 115, § 5º | Aplica-se ainda que haja auto de fiscalização ou de infração vigentes |
| Verificação | IN 1 - P1, Art. 68, § 2º | A fiscalização in loco pode ocorrer a qualquer tempo |
| Se não renovar | Lei 16.157/2013, Art. 16, I a IV | Advertência, multa, embargo e interdição (a cassação caiu na ADI STF 7546) |
Um detalhe que passa despercebido: quem acabou de obter o atestado para habite-se não paga taxa nem passa por nova vistoria para o primeiro atestado de funcionamento. Ele é emitido junto, conforme o Art. 106 da IN 1 - Parte 1, e o prazo de um ano para a próxima solicitação corre a partir dali.
Erros comuns na renovação
Esperar uma vistoria que não vem. Fora do risco V, a renovação é documental. Aguardar a visita do CBMSC é uma das razões mais comuns de atestado vencido.
Solicitar só a área de uma das empresas do imóvel. O Art. 114, § 4º determina que a vistoria seja solicitada para a área total da edificação, independentemente de quantas ocupações existam.
Imóvel desocupado sem informar o CBMSC. O Art. 114, § 5º dispensa a renovação de imóveis, blocos ou áreas desocupadas, mas só se essa condição for informada. Declarar falsamente sujeita às sanções cabíveis.
Guardar o atestado na gaveta. O Art. 115, § 3º exige que os atestados fiquem fixados em local visível na área ocupada pela empresa.
Deixar a manutenção dos sistemas vencer. O Art. 116 permite ao CBMSC exigir, nas vistorias para funcionamento ou a qualquer tempo, o documento de responsabilidade técnica de manutenção periódica de determinados sistemas.
Como a Fortis Conduz a Sua Renovação
Diagnóstico da situação atual
Conferimos se a edificação ainda corresponde ao PPCI ou ao RPCI aprovado. É o que define se o seu caso é renovação simples ou regularização.
Atualização, quando houve mudança
Se a reforma, a ampliação ou a nova atividade mudaram o enquadramento, atualizamos o projeto e emitimos os laudos necessários, com ART registrada no CREA-SC.
Solicitação no e-SCI
Conduzimos o pedido de renovação no sistema do Corpo de Bombeiros, com a taxa recolhida e a declaração do Anexo G, e acompanhamos até a resposta.
Atestado renovado
Com o atestado de funcionamento em dia, a edificação segue regular perante o Corpo de Bombeiros e a prefeitura, por mais um ano.
Empresas que confiam
no nosso trabalho
Da renovação anual à regularização completa, essas marcas já contam com a Fortis pra manter suas edificações em dia com o Corpo de Bombeiros.








Perguntas frequentes sobre renovação
Dúvidas comuns de quem tem alvará dos bombeiros vencendo em Santa Catarina.
Todo ano. O atestado de vistoria para funcionamento tem validade de 1 (um) ano, conforme o artigo 119 da Instrução Normativa nº 1 do CBMSC, e vale enquanto as condições de segurança contra incêndio previstas no PPCI ou no RPCI permanecerem inalteradas. A Instrução Normativa nº 4 reforça que é obrigação do responsável pelo imóvel solicitar a renovação anualmente. Se você ouviu que o documento vale 3 ou 5 anos, essa regra é de outro estado, não vale em Santa Catarina.
São quatro. 1) Conferir se o imóvel continua igual ao projeto aprovado: área, ocupação, leiaute e carga de incêndio. 2) Pedir a renovação do atestado de funcionamento no sistema e-SCI, no portal do CBMSC. 3) Pagar a taxa e anexar o comprovante. 4) Preencher a declaração e o termo de responsabilidade do Anexo G direto no sistema. Não há vistoria prévia, exceto para atividades de risco V (Instrução Normativa nº 1, artigo 115, parágrafos 4º e 6º). Se o passo 1 não fecha, a renovação não serve e o caso vai para regularização.
Na maioria dos casos, não. A renovação independe de prévia vistoria no imóvel: é feita documentalmente, por autodeclaração do responsável, conforme o artigo 115, parágrafo 4º, da Instrução Normativa nº 1. A exceção são as atividades classificadas como risco V, que continuam exigindo vistoria. Isso não quer dizer que o Corpo de Bombeiros não apareça: a fiscalização no imóvel pode ocorrer a qualquer tempo, e é nesse momento que a declaração que você assinou é conferida.
Pode. A renovação é solicitada pelo próprio responsável pelo imóvel no sistema e-SCI, com o pagamento da taxa e a declaração com termo de responsabilidade do Anexo G. O responsável também pode outorgar poderes por procuração a um profissional contábil ou a um responsável técnico para emitir a autodeclaração, e mesmo assim a responsabilidade por manter o imóvel e os sistemas preventivos em ordem continua sendo dele. A Fortis entra quando a declaração não pode ser assinada do jeito que está, ou quando você quer conferir antes de assinar.
Se a edificação continua igual à que foi aprovada, a renovação segue sendo documental, mesmo com o prazo vencido: é pedir no e-SCI, pagar a taxa e assinar a declaração do Anexo G. Vale até para imóvel com auto de fiscalização em aberto (Instrução Normativa nº 1, artigo 115, parágrafo 5º). Se houve reforma, ampliação, mudança de atividade, ou se o imóvel nunca teve processo aprovado, o caminho deixa de ser renovação e passa a ser regularização, que é um processo diferente e mais longo.
O atestado de funcionamento é pressuposto básico para o alvará de funcionamento concedido pelo município, conforme a Lei estadual 16.157/2013. Sem ele, a pendência aparece na prefeitura. Do lado do Corpo de Bombeiros, a mesma Lei prevê advertência, multa, embargo de obra parcial ou total e interdição parcial ou total, que pode incluir ordem de evacuação imediata do local quando for constatado grave risco às pessoas ou ao patrimônio. A cassação do atestado, que também constava na lei, foi declarada inconstitucional pelo STF na ADI 7546, julgada em 18 de fevereiro de 2026: quem ainda fala em cassação está com informação vencida.
Não. O texto que você assina no Anexo G afirma que não houve alteração de carga de incêndio, de ocupação, de área ou de leiaute capaz de comprometer o funcionamento dos sistemas preventivos ou exigir que eles sejam redimensionados. Uma reforma que mexeu em algum desses pontos torna a declaração falsa, e a veracidade das informações é verificada em vistoria a qualquer tempo. A Instrução Normativa nº 4 é explícita: reformas, obras ou intervenções que alterem área, ocupação, sistemas preventivos ou leiaute passam pelo processo de regularização.
Não. São documentos de órgãos diferentes. O atestado de vistoria para funcionamento é emitido pelo Corpo de Bombeiros e é pressuposto básico para a concessão do alvará de funcionamento pelo município, conforme o artigo 115, parágrafo 1º, da Instrução Normativa nº 1 e o artigo 2º da Lei 16.157/2013. Sem o atestado em dia, o alvará da prefeitura fica sem base.
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